A Região de Araranguá se
desenvolveu sobre grande influência do rio Araranguá, o rio com
suas águas límpidas encantavam a todos. O rio Araranguá foi
utilizado durante muitos anos para o transporte de mercadorias entre
elas farinha de mandioca, milho, arroz feijão fumo entre outros.
Entretanto a barra do rio Araranguá não era fixa, não possuindo assim
condições favoráveis ao transporte das mercadorias.
No inicio do século XX, a
comunidade da barranca contava com aproximadamente seis famílias,
estas utilizavam água o poço do espigão, não existia saneamento
básico e a alimentação ocorria com produtos cultivados pelas
próprias famílias. Os meios de locomoção utilizados eram carros
de boi, carroças, canoas, cavalos e balsa. Com a chegada da ferrovia
no bairro Barranca em 27 de fevereiro de 1926 ocorre o progresso e a
modernidade, os produtos das pessoas de toda a cidade escoavam para a
capital.
Percebe-se o quanto à
comunidade desenvolveu-se com a chegada da ferrovia, o coração de
Araranguá era ali, as riquezas da cidade passavam por aqueles
trilhos que enchiam de orgulho seus trabalhadores e o povo da
comunidade de Barranca. Ali foram construídos hotéis que recebiam
gente do Brasil inteiro e armazéns que vendiam de um tudo desde
arroz até o tecido para fazer belos vestidos, numa época em que as
carroças quase não conseguiam passar em hora de descarrego de
mercadorias, e a balsa, mal dava conta de levar e trazer pessoas para
tomar a Maria Fumaça. Assim criou-se na comunidade um sentimento de
lar e lugar para se viver, onde tropeiros ainda pousavam para
alimentar seu rebanho e seu leal companheiro de jornada, de onde se
provou dos mais variados alimentos. A água do rio era límpida e
habitada pelos variados tipos de peixes, neste pedaço de chão as
pessoas fixavam moradia, sabendo que poderiam prosperar com a estrada
de ferro ou perder tudo o que tinham com as enchentes. (Costa 2005,
p.19).
(Referências:Costa, R; C; R. BARRANCA:
O “CORAÇÃO” DE ARARANGUÁ. Monografia
de curso de pós-graduação
especialização em história social e cultural da UNESC, 2005.
Disponível em:
http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00002D/00002DC3.pdf
acessado em: 19/07/2013.)

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