terça-feira, 23 de julho de 2013

Fixação da Barra do Rio Araranguá

             O Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense (FDESC), com suas Câmaras Temáticas, com a coordenação da ONG Sócios da Natureza, elencou na década de 2000 o projeto para abertura e fixação da barra do Rio Araranguá como a obra mais prioritária para o desenvolvimento do Extremo Sul, pois promete acabar com cheias e aumentar o turismo na região. Essa obra tem como principal objetivo reduzir o impacto das traumáticas enchentes, que trazem uma péssima divulgação para Araranguá e enormes prejuízos à economia da região. O canal será ampliado e terá um maior número de vazão possibilitando a saída e entrada de barcos de médio porte, incentivando assim também as atividades pesqueiras.
        O projeto inicial da Barra é de 1993, mas vai ser reformulado porque as tecnologias atuais podem dar uma projeção mais correta.  A população aguarda essa obra a mais de 100 anos, 90% da população são  favoráveis à fixação. 
        No ano de 2000 ocorreu uma grande enchente, a água chegou a correr em um canal aberto que foi feito por máquinas enquanto o rio estava cheio, mas logo em seguida deixou de correr pelo assoreamento do canal. Em 2005 ocorreu tentativa para se abrir um canal com recursos do Ministério da Pesca, mais isso foi contestado com o argumento de ser uma ocasião que desafia as forças da natureza.
          O governo federal assinou um acordo em torno de 200 mil com uma empresa pré-estabelecida de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Araranguá com máquinas para abrir o canal, porém não tinha nenhum projeto de engenharia adequado e compatível para a abertura do canal que ligaria o Rio Araranguá ao mar. Na época, a comunidade da pesca apoiou o projeto sem nenhuma contestação, pois acreditavam que a foz/barra abriria próximo ao Morro Agudo.
      Logo após  surgiu a sugestão de passarmos a pensar a possibilidade de fixação da foz/barra mais ao norte. O primeiro projeto de engenharia que tomamos conhecimento foi contratado pelo Estado de SC (DER/DEINFRA), com a elaboração do Instituto de Pesquisa Hidroviárias (INPH) onde apresentava uma série de defeitos de ordem técnica e de logística e com ausência de dados e informações complementares. 
          Quando a Administração Municipal apresentou os primeiros estudos apontando a localização dos molhes em frente ao Morro Agudo houve reação da comunidade pesqueira de Ilhas e de outros setores da sociedade.
          Na audiência pública ocorrida em 2011, houve contundentes manifestações contrárias à localização dos molhes em frente ao Morro Agudo, como também manifestações favoráveis.  O MPF também se posicionou contrário a localização do projeto, manifestando posição favorável mais ao norte, ou seja, mais próximo de Ilhas, porém havia uma série de condições rígidas que foram enviadas ao IBAMA. 
           O processo de fixação atualmente se encontra sob a análise do IBAMA em Brasília. Existem possibilidades de emitirem a licença ambiental ainda neste ano, porém não se sabe se a verba estará ainda à disposição para o empreendimento, enfatizando que temos a concepção de que será preciso o dobro do recurso apontado para concluir a obra.
          Segundo Tadeu Santos, sua posição é favorável a fixação da foz/barra do rio Araranguá por várias razões já manifestadas em diversos documentos, por estar convencido de que se deve dar uma utilidade produtiva ao caudaloso Rio Araranguá que está condenado pela poluição do carvão por um período estimado de 100 anos. Baseado nesta lamentável premissa, a navegabilidade dará utilidade ao curso d’água, mas enfatizamos que desde que sejam obedecidas não só as exigências da legislação, como também o cumprimento as medidas compensatórias e mitigadoras, finalizando com algo semelhante a um TAC que garanta medidas protecionistas a pesca artesanal local de Ilhas, Barra Velha e Morro Agudo, por exemplo.
Acessado em 22/07/2013




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