sexta-feira, 26 de julho de 2013

Quem Somos

Somos alunas cursando o 6 módulo,  do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza com Habilitação em Física, do Instituto Federal de Santa Catarina, campus Araranguá. 

Jennie Elias Vieira 
Tatiane G. Elias Goulart.


OBJETIVOS

Por meio deste blog  temos como objetivo, criar materiais de apoio a professores da rede pública e municipal de ensino da cidade de Araranguá. Nosso material pretende  ser bastante interdisciplinar pois, relatará as causas e consequências das enchentes, tendo como parâmetro a ciência tecnologia e sociedade.    

História do Bairro Barranca em ARARANGUÁ-SC


          A Região de Araranguá se desenvolveu sobre grande influência do rio Araranguá, o rio com suas águas límpidas encantavam a todos. O rio Araranguá foi utilizado durante muitos anos para o transporte de mercadorias entre elas farinha de mandioca, milho, arroz feijão fumo entre outros. Entretanto a barra do rio Araranguá não era fixa, não possuindo assim condições favoráveis ao transporte das mercadorias.
           No inicio do século XX, a comunidade da barranca contava com aproximadamente seis famílias, estas utilizavam água o poço do espigão, não existia saneamento básico e a alimentação ocorria com produtos cultivados pelas próprias famílias. Os meios de locomoção utilizados eram carros de boi, carroças, canoas, cavalos e balsa. Com a chegada da ferrovia no bairro Barranca em 27 de fevereiro de 1926 ocorre o progresso e a modernidade, os produtos das pessoas de toda a cidade escoavam para a capital.

 


Percebe-se o quanto à comunidade desenvolveu-se com a chegada da ferrovia, o coração de Araranguá era ali, as riquezas da cidade passavam por aqueles trilhos que enchiam de orgulho seus trabalhadores e o povo da comunidade de Barranca. Ali foram construídos hotéis que recebiam gente do Brasil inteiro e armazéns que vendiam de um tudo desde arroz até o tecido para fazer belos vestidos, numa época em que as carroças quase não conseguiam passar em hora de descarrego de mercadorias, e a balsa, mal dava conta de levar e trazer pessoas para tomar a Maria Fumaça. Assim criou-se na comunidade um sentimento de lar e lugar para se viver, onde tropeiros ainda pousavam para alimentar seu rebanho e seu leal companheiro de jornada, de onde se provou dos mais variados alimentos. A água do rio era límpida e habitada pelos variados tipos de peixes, neste pedaço de chão as pessoas fixavam moradia, sabendo que poderiam prosperar com a estrada de ferro ou perder tudo o que tinham com as enchentes. (Costa 2005, p.19).



(Referências:Costa, R; C; R. BARRANCA: O “CORAÇÃO” DE ARARANGUÁ. Monografia de curso de pós-graduação especialização em história social e cultural da UNESC, 2005. Disponível em: http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00002D/00002DC3.pdf acessado em: 19/07/2013.)

                           (Referências :http://www.panoramio.com/user/1610946/tags/Ararangu%C3%A1%20SC?photo_page=7)

Rio Araranguá


  • O Rio Araranguá está   localizado no Sul do Estado de Santa Catarina entre os paralelos 28° 54’ e 28° 55’ S,  entre os meridianos 49° 18’ e 55° W.
  • Seus afluentes são os Rios Mãe Luzia e Itoupava onde eles se  encontram, suas cores são de duas tonalidades, a que vem do  Rio Mãe Luzia possui águas esverdeadas ( referente a rejeitos de carvão), e o do Itoupava (Barrenta, fator referente a irrigação do arroz). 
  • Hoje o rio se encontra  com várias cores proveniente de muitas poluições, como esgoto, lixos, agrotóxicos, rejeitos de carvão (piritas).
  • Sua mata ciliar está cada vez mais desmatada, muitas árvores foram cortadas para ceder espaço para o plantio de arroz.  
  • Outro ponto negativo que é encontrado no rio Araranguá é os pesqueiros, que  acabam com as margem do rio. Muitas vezes os pescadores poluem com lixos, pois pescam mais por hobby do que por necessidade.

Algumas Causas das Enchentes na Cidade de Araranguá

          Araranguá é conhecida por ser a cidade das avenidas e por suas famosas enchentes que são conhecidas por trancar o trânsito na BR-101, por semanas, e por desabrigar moradores do bairro barranca.
  A causas das enchentes são provenientes de vários fatores causadores, alguns deles são os desmatamentos nas encostas da serra pela ganância das madeireiras, a destruição da mata ciliar geralmente para aumentar a área agriculturável, a ilegal retirada de seixos que altera a dinâmica do fluxo das águas de forma brutal, o assoreamento da calha dos rios provocada pelo resíduos industriais urbanos. Pode haver influência também, a grande quantidade de água usada na rizicultura do arroz, criando imensa lâminas de água que podem, com a evaporação, alterar a climatologia do tempo.


                                    (Referências:http://rioararangua.blogspot.com.br/ )

Enchentes em Araranguá e a Comunidade mais Afetada


A comunidade da Barranca em Araranguá sofre com cheias, quando chove bastante, eles convivem constantemente com o medo de perder tudo.

A comunidade de Barranca desenvolveu, ao longo dos anos, uma relação de muito forte com o local, fixando residências e construindo uma vida simples, com recursos na maioria das vezes escassos, mas com intuito de viver neste ambiente, que lhes proporcionara belíssimas recordações, recordações essas significativas a sua existência. O bairro em si e muito calmo, ótimo para se viver, bem perto do centro da cidade e tem uma vista maravilhosa, pois o rio Araranguá encanta com suas águas, às vezes não tão cristalinas, mas de um verde e as vezes azul, inigualável. (Costa 2005, p.21).



A comunidade luta constantemente para que os governantes possam ter uma solução para os problemas das cheias, sem que as pessoas desocupem o bairro, pois existe um laço muito forte que os une as pessoas nessa localidade, um deles é o fato de que construíram as suas histórias. Os moradores criaram raízes. A Maria Fumaça foi aposentada e hoje as mercadorias são transportadas por caminhões e carretas por meio da BR 101. A comunidade ficou desolada e sem saber como agir, pois o progresso econômico levou o progresso do bairro para longe, deixando apenas as lembranças e memórias, que trazem a tona sentimentos de felicidade e alegria de um tempo que se foi e talvez não volte nunca mais.



Costa, R; C; R. BARRANCA: O “CORAÇÃO” DE ARARANGUÁ. Monografia de curso de pós-graduação especialização em história social e cultural da UNESC, 2005. Disponível em: http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00002D/00002DC3.pdf acessado em: 19/07/2013.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fixação da Barra do Rio Araranguá

             O Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense (FDESC), com suas Câmaras Temáticas, com a coordenação da ONG Sócios da Natureza, elencou na década de 2000 o projeto para abertura e fixação da barra do Rio Araranguá como a obra mais prioritária para o desenvolvimento do Extremo Sul, pois promete acabar com cheias e aumentar o turismo na região. Essa obra tem como principal objetivo reduzir o impacto das traumáticas enchentes, que trazem uma péssima divulgação para Araranguá e enormes prejuízos à economia da região. O canal será ampliado e terá um maior número de vazão possibilitando a saída e entrada de barcos de médio porte, incentivando assim também as atividades pesqueiras.
        O projeto inicial da Barra é de 1993, mas vai ser reformulado porque as tecnologias atuais podem dar uma projeção mais correta.  A população aguarda essa obra a mais de 100 anos, 90% da população são  favoráveis à fixação. 
        No ano de 2000 ocorreu uma grande enchente, a água chegou a correr em um canal aberto que foi feito por máquinas enquanto o rio estava cheio, mas logo em seguida deixou de correr pelo assoreamento do canal. Em 2005 ocorreu tentativa para se abrir um canal com recursos do Ministério da Pesca, mais isso foi contestado com o argumento de ser uma ocasião que desafia as forças da natureza.
          O governo federal assinou um acordo em torno de 200 mil com uma empresa pré-estabelecida de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Araranguá com máquinas para abrir o canal, porém não tinha nenhum projeto de engenharia adequado e compatível para a abertura do canal que ligaria o Rio Araranguá ao mar. Na época, a comunidade da pesca apoiou o projeto sem nenhuma contestação, pois acreditavam que a foz/barra abriria próximo ao Morro Agudo.
      Logo após  surgiu a sugestão de passarmos a pensar a possibilidade de fixação da foz/barra mais ao norte. O primeiro projeto de engenharia que tomamos conhecimento foi contratado pelo Estado de SC (DER/DEINFRA), com a elaboração do Instituto de Pesquisa Hidroviárias (INPH) onde apresentava uma série de defeitos de ordem técnica e de logística e com ausência de dados e informações complementares. 
          Quando a Administração Municipal apresentou os primeiros estudos apontando a localização dos molhes em frente ao Morro Agudo houve reação da comunidade pesqueira de Ilhas e de outros setores da sociedade.
          Na audiência pública ocorrida em 2011, houve contundentes manifestações contrárias à localização dos molhes em frente ao Morro Agudo, como também manifestações favoráveis.  O MPF também se posicionou contrário a localização do projeto, manifestando posição favorável mais ao norte, ou seja, mais próximo de Ilhas, porém havia uma série de condições rígidas que foram enviadas ao IBAMA. 
           O processo de fixação atualmente se encontra sob a análise do IBAMA em Brasília. Existem possibilidades de emitirem a licença ambiental ainda neste ano, porém não se sabe se a verba estará ainda à disposição para o empreendimento, enfatizando que temos a concepção de que será preciso o dobro do recurso apontado para concluir a obra.
          Segundo Tadeu Santos, sua posição é favorável a fixação da foz/barra do rio Araranguá por várias razões já manifestadas em diversos documentos, por estar convencido de que se deve dar uma utilidade produtiva ao caudaloso Rio Araranguá que está condenado pela poluição do carvão por um período estimado de 100 anos. Baseado nesta lamentável premissa, a navegabilidade dará utilidade ao curso d’água, mas enfatizamos que desde que sejam obedecidas não só as exigências da legislação, como também o cumprimento as medidas compensatórias e mitigadoras, finalizando com algo semelhante a um TAC que garanta medidas protecionistas a pesca artesanal local de Ilhas, Barra Velha e Morro Agudo, por exemplo.
Acessado em 22/07/2013